20081220
FIM
20081214
A manhã parece-me clara. Não ao céu, sim a mim. Parece que desvendei uma série de mistérios sem que, na verdade, tivesse desvendado fosse o que fosse. Está tudo tão límpido como a chuva, tão transparente quanto eu, tão vulgar como os nossos sentidos. Mal posso esperar para chegar a casa, mas ao mesmo tempo pertenço a este momento, e quero tudo menos sair dele. Sinto-me eu.
Estou presa a mim, esqueçam os relógios, o tempo sou eu.
20081206
20081205
20081125
20081123
20081116
20081115
20081110
20081107
20081031
20081025
20081024
20081019
20081015
20081010
20081004
20081003
20080926
20080920
do Lat. mutare
v. tr.,
transferir de um lugar para outro;
remover, dispor de outro modo;
deslocar, pôr em outro lugar;
dar outra direcção, desviar;
variar;
substituir;
alterar, modificar;
transformar;
v. int.,
ir viver para outro lugar;
transformar-se;
tornar-se diferente do que era fisicamente ou moralmente;
tomar outro aspecto;
(...)
20080916
20080909
20080907
20080906
20080904
E sou vento no cabelo
Sou fogo sobre o gelo
Sou tiro que parte num duelo final
Sou guerra
E só procuro ter paz
E tu não me dás
Sou fera inflamável como gás
Eu sou assim
Chego e desapareço cedo
Eu sou a noite no espaço
Ninguém me vê por onde eu passo
Eu parto e finjo que sou cruel
Espada de papel
Sou tinta
E tu és pincel, fiel
Eu tenho tudo
E nunca desespero
Às vezes desço abaixo de zero
Sou má
Eu sou assim, chego e desapareço cedo.
20080831
20080829
20080827
20080826
20080821
20080820
20080819
20080818
20080813
20080812
20080811
20080810
20080805
20080801
20080731
20080730
I live in a box of paints
I'm frightened by the devil
And drawn to those who ain't afraid
I remember when you told me
"Love is touching souls"
Surely you touched mine
Part of you pours out of me
In these lines from time to time
You are in my blood like holy wine
You taste so bitter and you taste so sweet
Oh I could drink a case of you
I could drink a case of you darling
Still I'd be on my feet
I'd still be on my feet
20080727
20080726
20080724
20080722
20080721
20080718
20080716
I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing
In a manner of speaking
I don't understand
How love in silence becomes reprimand
But the way that i feel about you
Is beyond words
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything
In a manner of speaking
Semantics won't do
In this life that welive we live we only make do
And the way that we feel
Might have to be sacrified
So in a manner of speaking
I just want to say
That just like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
To tell you everything
20080715
20080712
20080711
20080709
20080708
20080707
20080706
20080705
20080703
20080701
20080628
O desejo passeia-se subtilmente pelos corredores. É o desejo de que deixe de existir um corredor, com entrada, saída, chão, paredes de ambos os lados e pessoas pelo meio. Pessoas, como quem diz...falsos sentimentos e desejos irrelevantes de que nada servirão à vida e à falta dela. Mais vale desistir.
20080623
20080622
20080621
20080619
20080618
20080615
20080613
20080607
20080602
20080601
20080531
20080528
20080526
20080521
Release my whole desire
Undenied
Totally
And so bare is my heart, I can't hide
And so where does my heart, belong?
Beneath your tender touch
My senses can't divide
Ohh so strong
My desire
For so bare is my heart, I can't hide
And so where does my heart, belong?
Now that I've found you
And seen behind those eyes
How can I
Carry on?
For so bare is my heart, I can't hide
And so where does my heart, belong?
Belong
Belong
Belong
20080519
20080515
20080514
20080511
20080503
20080502
20080429
20080426
20080422
20080421
Veja-se ao que me reduzi.
Invade-me repentinamente um choro silencioso, em que as lágrimas me vêm aos olhos mas não caem.
20080415
20080407
20080405
20080331
Não me acho saudosista. Se o sou, ou fui, nunca o escrevi. Não sou de me lamuriar por aqueles que já se foram embora e nunca mais voltam, ou por outros que tenham decidido dar descanso aos nossos diálogos, por mais perto que estejam. Se se vão, ou é porque querem e acabou-se, ou então porque o tempo não os deixou escolher. O chorar pelos cantos só por que não temos alguém é completamente idiota. E aplica-se a tudo na vida, acho...as montanhas não andarão sozinhas, o mundo não vai condensar-se só porque decidimos largar umas lágrimas... só o sentimento se condensa, ridícula e inutilmente. Não há pachorra. Por outro lado, não há coragem para desligar de memórias e momentos passados e essas tretas todas de que os seres humanos se orgulham [não sou egoísta ao ponto de me excluir]. Só não vejo razão para lamentar a falta de alguém. No fundo, é tudo sempre tão bom, por piores que sejam os conflitos, os choques emocionais, os antagonismos...acho eu. Dois passos para trás, muitos em frente.
20080330
20080328
20080327
20080326
Amo pensar em ti. Imaginar-me no meio dos teus gritos, braços, cabelos. Questionar-me sobre o que sou para te merecer assim, tanto e tão pouco. Eu não posso. Não vou deixar-me levar pelo calor dos teus lábios. Vou construir a muralha e esperar pela guerra. Proteger-me e esperar ser atacada. Depois, defender-me com tudo o que tenho, para que nada entre em mim. Vou deitar fogo a tudo o que é teu. Queimar os teus sorrisos, os teus abraços, as tuas preocupações para comigo, as tuas cartas de amor, os teus beijos quentes, carinhosos, fulgurantes. Vou queimar tudo, e nada nem ninguém me irá impedir. Só espero que o coração não ceda a este cérebro crédulo e ingénuo que constrói castelos de cartas muito baixas, e que eu não me desmorone sozinha. Tenho um pavor eterno a cair em ti. És viciante. Criei uma profunda obsessão sem saber porquê. Tento não me afogar no rio caudaloso das sensações que deixaste em mim. Que fogo, que ardor, que castigo é para mim: ter-te aos poucos e não o querer por saber que morro por isso. Que mágoa, remorso, que ciúme dos que te têm na tua totalidade. Que raiva, que fúria interminável! Que ódio incontornável! Que nervos, que histeria, que capricho o meu de possuir o forte, o determinado, a força, a emoção, tudo para mim! Eu quero tudo para mim, nada para os outros! Que perseguição que te faço nos meus sonhos! Que impertinência, que despropósito! Que pesar, que tristeza, que amargura! Que angústia! Desgosto! Aperto! Aversão! Agonia! Consternação! Nojo! Dor! Mas eu vou conseguir. Eu vou queimar o mundo.
Quem dera ter um sonho revelador, meio matemático, para numa manhã conseguir descodificar este mundo. Quem sabe, quem sabe eu não me sentiria mais sozinha, depois de ver tudo revelado e compreendido, nu e cru, claro aos meus olhos, permanentemente vestidos de questões impertinentes. Suspiro ao pensar nisto... seria a maior das conquistas, a compreensão, o desvendar dos mistérios. No entanto, o meu estranho déjà vu contínuo fala comigo. Consigo ver-me como a distorcida personificação do Universo, a resposta a todas as perguntas, uma equação infinita. E desejo eternas as minhas memórias, as minhas sensações, os meus pensamentos e devaneios...nunca fugindo à mortalidade. É por isso que escrevo.