20081220

FIM

Tenho uma realidade reveladora, nada matemática, e é à noite que descodifico o mundo. Não me sinto mais sozinha, vejo tudo nu e cru, claro aos meus olhos, estes que anteriormente se vestiam de questões impertinentes. Suspiro ao pensar nisto...é mesmo a maior das conquistas, a compreensão, o desvendar dos mistérios. O meu estranho déjà vu continua em conversas comigo. Não me vejo mais distorcida e sou a personificação do Universo, a pergunta na qual se absorvem todas as respostas, uma equação mais que finita. Desejo agora as minhas memórias, as minhas sensações, os meus pensamentos e devaneios...nunca fugindo à mortalidade. É por isso que vou deixar de escrever, mais vale viver com o coração do que com dedos presos aos sonhos de um teclado ambicioso.

20081214

Bela chama insidiosa que nos tornámos.
O chão está macio, a chuva não me incomoda. Isto talvez por hoje me sentir parte deste Universo, talvez por me sentir na própria chuva, por ser a própria chuva. Tudo me soa irrelevante e indiferente como de costume, à excepção dos três ponteiros imparáveis dos relógios das outras pessoas, das paredes, do ar. Há relógios no ar. Ou será que deverei dizer que o ar é um relógio? Opto por não prender o pulso a um, não sei se me sentirei assim mais ou menos esmagada, mas não interessa se mais ou se menos, continuo a devorar-me por dentro. Estilo fogo que arde sem se ver, estilo amor que queima sem se saber como ou porquê.
A manhã parece-me clara. Não ao céu, sim a mim. Parece que desvendei uma série de mistérios sem que, na verdade, tivesse desvendado fosse o que fosse. Está tudo tão límpido como a chuva, tão transparente quanto eu, tão vulgar como os nossos sentidos. Mal posso esperar para chegar a casa, mas ao mesmo tempo pertenço a este momento, e quero tudo menos sair dele. Sinto-me eu.

Estou presa a mim, esqueçam os relógios, o tempo sou eu.
12.12.08

20081206

VOLUPTUOSIDADE

s. f.,
qualidade de voluptuoso;
prazer sensual;
deleite carnal;
volúpia;
prazer moral;
satisfação íntima.

20081205

Speechless.

20081125

Feito.

20081123

υστερία

20081116

Tenho qualquer coisa dentro de mim que quer desesperadamente sair.
O pior é não saber o que é.

Não me perguntem porquê, mas acho que o meu pai saberia.

20081115

SURPRESA

de surpreso

s. f.,
acto ou efeito de surpreender ou de ser surpreendido;
sobressalto;
prazer inesperado;
notícia ou coisa que alguém prepara para surpreender outra;
sucesso imprevisto.

20081111

"Há momentos em que extasio por crer que há comuniação real com alguém."

20081110

Não receies o fracasso da tentativa sincera de materializar o sonho porque a morte destrói a humilhação (e a glória?).
É sempre a mesma história, cai no poço e não volta nunca, resta um brilho ténue de curta memória.

20081107

ATRAIR

do Lat. attrahere

v. tr.,
trazer ou fazer aproximar;
puxar para si;

fig.,
seduzir, fascinar;
persuadir.

20081031

Quatro letras nos matam, quatro facas.

20081030

Ultrapassei a intensidade das coisas.
Absorvi-a.
Melhor: transformei-me nela.

20081025

SEGREDO

do Lat. secretu


Que fique então suspenso no ar junto ao ENIGMA, agora revelado, este secretu. Que fique suspensa no ar esta confidência bilateral, que fique nas palavras nunca ditas o inabalável acto de nada revelar a outros, que brinquem os nossos âmagos nos silêncios.

20081024

Vivo por aquilo que sou, morro por não o poder mostrar.


Abençoadas sejam as analogias indiferentes ao saber e ao Mundo.

20081019

É difícil encontrar alguém.
Às vezes, quando encontramos esse alguém, amamos e julgamos não conseguir amar mais nada. Vemos as coisas como eternas, perfeitas, inesgotáveis a todos os níveis...é muito fácil cair nisto. Mais tarde caímos em nós e numa verdade bem distinta daquela que julgámos única anteriormente. Mas que verdade é esta, afinal? Que jogo duplo é este? Como é possível acharmo-nos tão certos de algo que mais tarde se dissipa em ares mais ou então menos simpáticos?
Fico a ver a primeira verdade como uma antemanhã, e vivo nessa por não querer pensar noutra. Que o sol não nasça, que o dia não cresça. Prefiro sentir-me presa a amores irracionais do que presa a mim mesma.
[Escrito sem pensar]

20081015

The alternative to real world is just time for me and a fantasy.
Be blind to myself to idolise.

20081010

You'll follow me down...

20081004

Pure morning.

20081003

ENIGMA

do Lat. aenigma, Gr. aínigma, palavra obscura


Que fique então suspenso no ar, nas palavras, nos silêncios.

20080926

"O teu pai escondia muito as emoções, nunca o vi a chorar."
Soft, tender, sweet.

Delightful. Delicious.

20080920

MUDAR

do Lat. mutare

v. tr.,
transferir de um lugar para outro;
remover, dispor de outro modo;
deslocar, pôr em outro lugar;
dar outra direcção, desviar;
variar;
substituir;
alterar, modificar;
transformar;

v. int.,
ir viver para outro lugar;
transformar-se;
tornar-se diferente do que era fisicamente ou moralmente;
tomar outro aspecto;

(...)

20080916

Don't be sad just because the door you want to open does not open with a slight touch.

Kick it and see what happens.

20080915

NÁUSEA

do Lat. nausea, do Gr. nausía, enjoo do mar (...)

fig.,
enfado;
nojo;
repugnância.

20080909

As palavras não dormem.

20080907

Sou poetisa calada
Numa palavra entrelaçada
Papel sem escrita

Sou carta sem perfume
Morta ao lume
Amor sem beijo

20080906

Acordei mais uma vez neste sofá. Bateu à porta a madrugada, vestida de ares cinzentos e com voz de chuva quase torrencial. A mim doía-me a garganta, um pouco mais do que dói agora. Levantei-me sem esfregar os olhos, arrastei comigo a manta verde que me tem servido de companhia e fui até ao escritório espreitar o rio caudaloso que passeava na rua. Pensei em nós, voltei a arrastar-me e adormeci, desta vez na cama, com uma martelada inexplicável de realidade ao meu lado, abraçada a mim.

20080904

Viajo
E sou vento no cabelo
Sou fogo sobre o gelo
Sou tiro que parte num duelo final

Sou guerra
E só procuro ter paz
E tu não me dás
Sou fera inflamável como gás

Eu sou assim
Chego e desapareço cedo
Eu sou a noite no espaço
Ninguém me vê por onde eu passo

Eu parto e finjo que sou cruel
Espada de papel
Sou tinta
E tu és pincel, fiel

Eu tenho tudo
E nunca desespero
Às vezes desço abaixo de zero
Sou má

Eu sou assim, chego e desapareço cedo.

20080831

Pão com queijo & folhas de jornal.

20080829

Já tentei encerrar os meus sonhos numa caixinha, tantas vezes e tão arduamente. Continuam a falar comigo e a beijar-me quando menos espero. Já tentei despistar a minha ansiedade e fazê-la cair em si mesma, os meus desgostos, a minha consternação. Abalam-me todos os dias. Já quis distanciar-me, não me importar, não tocar, não sentir. Estou cada vez mais perto da sensação. Já expulsei de mim toda a raiva, já quis encontrar outros ares. Respiro para dentro do mesmo saco. Já tentei apagar o cigarro. Queimei-me nele. Já vi o fumo passear-se no meu peito. Não tive como o impedir.
Já me tentei lembrar de mim. Mas já nem sei o que é lembrar.
«Não fosse a minha competência para amar
Nunca teríamos acontecido»

20080827

Se a chama chega e ninguém chega à chama, de que vale arder?

L.

20080826

Arde-me tanto o peito.
Nunca julguei isto possível, não assim.

20080821

Tento ter a força para levar o que é meu
Sei que às vezes vai também um pouco de nós
Devo concordar que às vezes falta-nos a razão
Mas nego que há razões para nos sentirmos tão sós
Vem fazer de conta, eu acredito em ti
Estar contigo é estar com o que julgas melhor
Nunca vamos ter o amor a rir para nós
Quando queremos nós ter um sorriso maior
Sabe tão bem sentir-me superior, imparcial, indiferente e apática. Saber que marco e que não me deixo marcar, saber que toco e que não me deixo tocar, fazer as pessoas desejarem-me mais, quererem-me mais, sentindo-me eu desejada mas nunca desejando seja o que for vindo delas. Dar sem querer receber. Controlar, tirar a minha satisfação da satisfação de outros. É tão egoísta como altruísta. Dou tudo não me entregando.
Há quem tente meter o dedo na ferida. Às vezes consegues, numas vezes arde, noutras não arde nada.
Sabe bem o ardor. Mas não o desejo.

20080820

De dentro de nós surge a boca de um rio
Parte a cava da onda, a esteira do navio
Dentro de nós arde a chama do Sol
Gela a sombra da noite, morre a cinza das brasas
Dentro de nós mora o ruído das ruas
Dorme o medo da morte e o silêncio das casas
Dentro de nós
Em cada um de nós
Bem dentro de nós

20080819

Apetece-me escrever tudo e apetece-me escrever nada.
É engraçado como as coisas se aproximam.

20080818

You make me crazy when you talk like that.

20080813

Não sou eu que tenho alvos.

És tu que tens desejos.

20080812

I go crazy, crazy, baby, I go crazy
You turn it on - then you're gone
Yeah you drive me crazy, crazy

20080811

I know it's a sin to kiss and swallow.

20080810

VINCULAR

v. tr.,
ligar;
atar;
apertar;

fig.,
prender moralmente;
sujeitar;

v. refl.,
prender-se;
unir-se;
ligar-se;

20080808

Entras e trancas-te, débil e em promessas.
Destrancas-te e sais, débil e em mentiras.

20080805

Desejo-me superior.



Sou-o até me beijares.














Cuidado com o que desejas.
As coisas podem mesmo acontecer.


Aí perderás a coragem para enfrentá-las.

20080801

Às vezes fico triste e sem saber se o devo fazer, mas vejo-te ficar tão feliz que não me aguento impávida sem te mostrar um sorriso ou qualquer outra coisa. Pois é, vivo numa antítese completa, no meio de uma decisão inadiável que acaba por se adiar sempre.

20080731

Ohh, do it again
I may say no, no, no but do it again
My lips just ache to have you take the kiss that's waiting for you
You know if you do, you won't regret it, come and get it

20080730

Oh I am a lonely painter
I live in a box of paints
I'm frightened by the devil
And drawn to those who ain't afraid

I remember when you told me
"Love is touching souls"
Surely you touched mine
Part of you pours out of me
In these lines from time to time
You are in my blood like holy wine
You taste so bitter and you taste so sweet
Oh I could drink a case of you
I could drink a case of you darling
Still I'd be on my feet
I'd still be on my feet

20080727

When I'm weak I draw strength from you
And when you're lost I know how to change your mood
And when I'm down you breathe life over me
Even though we're miles apart we are each other's destiny

20080726

YOUR LEATHERETTE EYES, THEY MAKE ME...

20080724

CONSTERNAÇÃO

do Lat. consternatione
s. f.,
grande desalento;
abatimento profundo;
surpresa dolorosa;
angústia;
tristeza.
ODEIO-TE

20080722

Sonhei com o fim do mundo.
Revirei-me no nosso sofá e acordei irritantemente depois de ter adormecido por meia hora. Enchi o peito de coragem e liguei isto, embora saiba que nada escreverei de único já que o cansaço em nada me ajuda. Mas que se lixe, mereces que fique mais de uma eternidade acordada por tua causa.
Eu tento escrever as coisas mais bonitas que consigo. Refiná-las, moldá-las ao que sei que gostarias de ler ou ouvir, mas na verdade as coisas surgem em mim muito mais em bruto do que aparentam, excessivas, exacerbadas. Não sabes o quanto eu gosto disso, mesmo por poder analisá-las, desdobrá-las de mil e não sei quantas formas possíveis e fazer disso um infinito de coisas diferentes. Eu olho-te, depois olho mais de perto. Metaforizo, brinco, sinto a novidade em ti a cada pensamento que emerge. Sim, emerge, tudo o que eu sinto por ti é emergente. Tudo, até os pequenos ódios pelos quais me fazes passar de vez em quando, não te esqueças de que também gosto deles. O sentimento emerge e quer lançar-se de mim com a maior força possível. Eu atenuo, controlo, absorvo, acalmo, depois deixo-os contigo. Acho que é assim que gostas. Hoje disseram-me "Irrita-me não me infiltrar na cabeça das pessoas para as conseguir prever." e pensei em ti. A mim também me irrita, por outro lado quem me dera não te adivinhar tanto. Ainda assim, consigo sentir-me surpreendida pela tua casualidade, e é aí que a minha veia racional bloqueia e não compreendo mais nada. És a fuga incontornável à racionalidade que sempre desejei e que pensei conquistar ao longo dos anos. Quebraste isso, e nunca me senti tão feliz por não me conseguir equilibrar, conter, controlar. Dás-me o equilíbrio que julgo precisar, mas na verdade esse equilíbrio é um desequilíbrio, percebes? E apesar de filtrar as coisas equilibradamente, elas não nascem em mim tão assim, nascem mais espontânea e abruptamente. Não me chamasse eu Laura de Sousa e não vivesse eu de antíteses. Disseste-me isto e eu ainda não consegui encontrar uma melhor ou mais simplificada noção de mim.
Conheces-me.

20080721

Tirem-me isto, tirem-me isto dos olhos, tirem-ma.

20080718

drop down dead

20080716

In a manner of speaking
I just want to say
That I could never forget the way
You told me everything
By saying nothing
In a manner of speaking
I don't understand
How love in silence becomes reprimand
But the way that i feel about you
Is beyond words
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me everything
In a manner of speaking
Semantics won't do
In this life that welive we live we only make do
And the way that we feel
Might have to be sacrified
So in a manner of speaking
I just want to say
That just like you I should find a way
To tell you everything
By saying nothing
Oh give me the words
Give me the words
That tell me nothing
Oh give me the words
Give me the words
To tell you everything

20080715

O silêncio deixa-me ilesa.

20080712

Lado A:

Amo-te.
____________________________________________________

Lado B:

Já disse muitas vezes a mim mesma que ia acabar com isto.
Não consigo.
Luto, em dois sentidos.
Tanto de preto como de punhos cerrados.
Tanto de lágrimas nos olhos como de mãos dadas.

20080711

Promete.

20080710

Água de outros dias:

'Amo-te, por tudo o que és e me fazes ser.'.


Assim é, assim somos.

20080709

Got me looking, so crazy, my baby
I'm not myself, lately I'm foolish, I don't do this
I've been playing myself, baby I don't care
'Cuz your love's got the best of me,
And baby you're making a fool of me,
You got me sprung and I don't care who sees,
'Cuz baby you got me, you got me, so crazy baby

20080708

Should I feel a moment with you?
To softly whisper

I crave nothing else so much



Mas faço sempre tudo mal.

20080707

Ficaram as almofadas.

20080706

Fascinam-me, as coisas simples. Na verdade, acho que sempre procurei a simplicidade. Dou-me por feliz com amores de dar as mãos, amizades contadoras de segredos e alguns abraços. Encanta-me um beijo sincero e empenhado, uma história de infância, um bem desejado já por alguém perdido. Gosto do silêncio que ecoa cá dentro quando entristeço, do silêncio que ecoa cá fora quando me apaixono, do silêncio que não ecoa quando odeio o que tenho. O simples passa pela pequenez, pela claridade dos sentidos, pela singularidade dos sentimentos, pelo ver de perto, como se mais nada neste universo existisse. É o inexplicável. E é assim que quero viver.

20080705

Deito-me neste sofá e adormeço sem querer, isto porque me deixo condensar noutros dias que já se foram, penso neles e desejo-os agora. Dá cabo de mim a espontaneidade, leva-me ao mais absurdo dos sonhos, faz-me lá cair e proíbe-me de levantar o olhar. Durmo, sossegadamente, sem a preocupação de um logo ou de uma noite que não quer aparecer. Drogo-me, insaciável, com suavidades da minha memória ténue. Digo a mim mesma que tentarei amanhã, mesmo sabendo que nunca estás comigo, não sabendo que horas são nem a quem pertence este tempo. Dói-me a mão entrelaçada, dói-me o braço inaceitado, o ombro nunca beijado, o cabelo sempre quebrado. Dicotómica, sinto-me dicotómica e vejo-me dicotómica como nunca antes me vi, deliberadamente indecisa, dicotomicamente deliberada. Doente ao ponto de esquecer o que já vivi, não viver o agora e nem coragem ter, por mais distorcida que viesse a ser, de viver o que aí vem. Durmo contigo e sem mim, acordo comigo e sem ti.

20080703


SUBLIME

20080701

Abro a janela e ouço o respirar do mundo, o bater de asas, o fugir de pensamentos. Fecho os olhos para ouvir melhor, para ver melhor, para me ver melhor.
Acordo numa cama que já não é a minha, choro num canto que já não é o meu. Isto não me pertence, deixei-me consumir pela imensidão de um nada. Magoa, saber. Magoa mais, não saber. Inunda-me a simplicidade de carácter, o olhar cru em luzes densas, o beijo perdido em olhos de outrora. Perdi. Perdi-me. E teimo em não querer encontrar-me. Encontrar-nos. Porque assim tem de ser. Como o respirar do mundo quer, não como quer o beijo perdido, não como querem os teus olhos.

20080628

Em papéis de um dia qualquer:
Talvez a minha dor surja demasiadamente intensa ao temível ponto de se apoderar de mim e fazer com que não a sinta.
O tempo é tão tamanhamente asfixiante que nem a sua dimensão consigo traduzir para vocábulos.
A minha genialidade encontra-se num elevado grau de ausência, se é a existência de graus de ausência possível, sequer.
As minhas lágrimas choram-me.
Existirá beleza nisso?
O nosso tempo está a ir-se.
Apanhaste o comboio dos sonhos.
A minha mente fútil não me acompanha.
s/d
_________________________________________________________
Magoa-me mais saber que há chuva lá fora e não poder sair à rua do que não sair em dias de sol radiante.
Dói tanto pensar quanto sentir. E ainda dói mais pensar que sentimos.
Os pássaros que voem bem alto. E que não voltem.

O desejo passeia-se subtilmente pelos corredores. É o desejo de que deixe de existir um corredor, com entrada, saída, chão, paredes de ambos os lados e pessoas pelo meio. Pessoas, como quem diz...falsos sentimentos e desejos irrelevantes de que nada servirão à vida e à falta dela. Mais vale desistir.
É cruel pensar. Como é hostil o Universo...
Como é repugnante a nossa pele. Mais vale lavar e beber a água suja. Beber as mágoas, com mágoa, em água. Dissolver em água a mágoa, beber sem hesitar. Algo melhor?
Não riscasse eu o papel desta maneira, não fosse eu magoada desta forma.
s/d
Odeio o modo como despertas com a novidade e me deixas na minha solidão habitual. Odeio, odeio, odeio.

20080623

Querer.

20080622

A lua voa baixo, quase perfeita. Eu voo alto, embebida nas minhas imperfeições e desalentos, à espera de um abraço mais claro que me faça acreditar na plenitude das coisas... Refugio-me no pensar de desejos e satisfações proibidas, no bater-me da seta no peito, furiosa e sem aviso prévio... Eu voo alto, embebida nisto. O que vale é que é noite - só paira a Lua - e há terra firme por baixo dos nossos corpos. Não fossemos nós uno Ícaro das Paixões, queimássemos as asas e caíssemos onde não pertencemos, em tentações e pecados imaterializáveis.

20080621

Às vezes vejo-me a perder o controlo. Vem-me a euforia, num misto de ansiedade e desgosto. Caio intemporal, fria, nervosa, apática. Onde é que estão os meus beijos? Desejo-os ao pensar, ao olhar, no sentir das peles mais sinceras. Amo em ciúme constante. Tudo aos meus lábios se passeia, tudo aos meus olhos se revela, tudo na minha pele se quebra. Histeria, flor do meu jardim, sombra do meu páteo, escuro do meu quarto, canção da minha vida, entrelaçar dos meus dedos, respiração no meu peito, lágrimas dos teus olhos, dor das minhas dores, amor dos meus amores, realidade dos nossos sonhos, beija-me, beija-me histericamente, quente, minha.

20080619

SEDUÇÃO

do Lat. seductione
s. f.,

acto de seduzir ou de ser seduzido;
qualidade do que seduz;
encanto;
atracção;
suborno.

20080618

Ai, dias perdidos, sonhos inertes, amores esquecidos.

De nada.

20080615

O barco chegou, está lá fora à minha espera.
Já passou todo o rio debaixo da ponte, já a procissão largou o adro, já as carnes apodreceram. Eu vi tudo isto, umas vezes de lágrimas nos olhos ao deitar, outras por meio de gritos odientos e enraivecidos, outras de sorriso estampado nos lábios e risos discretos, por entre dentes. Enlacei os dedos quando o quis fazer, larguei mãos não o querendo e assim vivi toda a vida. Preocupei-me com o meu jardim, plantei as mais belas árvores mas nem sempre colhi os mais perfeitos frutos. Teimei em reclamar tudo o que julguei pertencer-me, de orgulho alto e vivo. Vi tudo. Vi fomes e fogos, fés e festas. Agora vejo o fim. Feliz.
O barco chegou, está lá fora à minha espera. Já ganhei coragem para me levantar deste cadeirão, resta-me desligar a televisão, beijar as minhas árvores e encontrar forças para lá fora ir morar.

20080613

Eu deixo-me fascinar, imagino-me, perco-me. Depois vejo-me cair, continuo a imaginar, perco-me mais um pouco. A seguir espero novamente pelos fascínios, que teimo em negar mas sempre me assombram. Teimo em negá-los com dor. Estão sempre perto de mim, acho que se lhes perguntarem onde moram eles vão dizer que é em mim que vivem, restará saber se gostam da casa que lhes construí. Pensando melhor, até nem terei sido eu a construir-lhes a casa, talvez se tenham eles moldado a mim, talvez tenham eles criado o seu covil, sempre limpo e deambulante, perfumado e quente, criativo, belo, quase me arriscarei a chamar de perfeito. Com algumas inseguranças pelo meio, com algumas fragilidades, é certo, mas nada que uma parede choramingante como eu não consiga consertar e proteger.
É verdade, os fascínios moram em mim. São parte de mim mas não são eu, e é na nossa diferença que as coisas se fragmentam, caso contrário seríamos parede e fascínios, ou direi fascínio, único e inseparável, se sequer essa palavra constasse do nosso vocabulário e dos nossos conhecimentos duplamente enriquecidos. De qualquer forma, cuido deles melhor que de mim. Penso neles mais que em mim. E conjugando isto agora com as metáforas do meu jardim, talvez os regue mais do que é devido. As consequências são inauditas. E eu tenho paciência para elas, paixão por elas. E amo-as como não consigo amar a mais nada neste mundo imundo repleto de perfeições.

20080607

It was only a kiss.

20080602

Strange infatuation seems to grace the evening tide
I'll take it by your side
Such imagination seems to help the feeling slide
I'll take it by your side
Instant correlation sucks and breeds a pack of lies
I'll take it by your side
Oversaturation curls the skin and tans the hide
I'll take it by your side
Tick tock
Tick tock
Tick tick
Tick
Tick
Tick tock
I'm unclean, a libertine
And every time you vent your spleen
I seem to lose the power of speech
You're slipping slowly from my reach
You grow me like an evergreen
You've never seen the lonely me at all
I take the plan, spin it sideways
I fall
Without you I'm nothing
Take the plan, spin it sideways
Without you I'm nothing at all

20080601

Eu penso em você
Desde o amanhacer
Até que eu me deito

20080531

Tu deste tudo, eu joguei, arrisquei e perdi.

20080528

Descontrolo
Desgosto
Irritação
Cólera
Furor
Ira
Raiva
Ódio
Aversão
Repulsão
Horror
Ímpeto
Rancor
Violência
Sanha
Fervor
Ciúme
Inveja
Impertinência
Cobiça
Repugnância
Obsessão
Fixação
Vingança
Sofreguidão
Voracidade
Subversão
Avidez
Destruição
Excesso
Amor

20080526

Eu vim de outra esfera, tão só como escura.
Eu dei-me ao teu dia, na espera de uma luz.
Eu quero mesmo é exprimir-me, da melhor ou da pior forma. Exprimir-me. Por palavras ou actos (ainda não descobri de que modo funciono melhor), em livros ou abraços, canções ou beijos. Às vezes caiem melhor os silêncios mais profundos, os olhares mais intensos. Acho-me capaz de escrever um ou dois livros sobre isto, escrever um ou dois poemas sobre isto, dar-te um ou dois abraços sobre isto, dar-te um ou dois beijos sobre isto. A verdade é que acho sempre maior a inexpressividade que me assola, o bloqueio, a insignificância, se bem que estes continuam a ser uma forma de expressão. Eu não sei que faça. Soubesses tu da vontade que eu tenho de te falar sem conseguir, sabendo tudo o que há para te dizer mas não encontrando forma de o fazer, e soubesses tu do tempo que consumo a pensar nisto com medo de algum dia te desapontar, e soubesses também do meu sentimento impotente, brando e defeituoso perante isto. Eu gostava de te poder olhar nos olhos e falar sem receios de mim mesma (soubesse eu de mim mesma...), de largar o meu inerte pensamento de que tudo se acaba um dia e de que nada vale sorrir ou chorar por nós. Voltando a mim e a ti, acho que me conheces melhor do que eu mesma, e não compreendo porque te queixas tanto se eu na verdade julgo fazer tudo para que me compreendas. Empresto-te os meus livros, deixo-te ler os meus textos, choro ao pé de ti, ouço as minhas canções contigo, abraço-te e dou-te a minha mão sempre que posso, sussurro-te, sei lá, acho que muitas mais coisas de que não me lembro neste momento. Eu tento fazer-te ver quem sou, até te grito e mostro o que tenho de menos bom, quase peço desculpas quando me vejo errar (a culpa é uma ofensa tremenda para o meu orgulho). Quero que vejas tudo e me contes. Tenho a sensação de que, quando estou contigo, tudo o que sou se transforma lentamente no que te digo e no que faço por ti, por nós, tudo se transforma em algo que desconheço, que nunca vi. Eu sei que consegues ver-me melhor que ninguém. Consegues tudo, enervas-me profundamente quando afirmas o contrário. Quero que me vejas. Amo-te. E eu já não me imagino sem ti, as minhas noites não seriam as mesmas. Nem caberia na minha própria pele se não te sentisse todos os dias, se não te ouvisse a voz todos os dias, se não sonhasse contigo em algumas noites. É tão grande a saudade que me invade quando te sinto ir embora. Minto, é tão grande a minha saudade quando respiras ao meu lado, te encostas a mim com ar de quem pede um sorriso, um afago qualquer, por mais subtil que seja, como a ponta de um dedo ou um suspiro longo e discreto que só nós conseguimos ouvir. Eu ouço-te dentro de mim. Calo-me para te ouvir, encerro-me. Não conheço outra forma de te ver. Adoro o teu ciúme. Eu adoro tudo em ti. Vês como é fácil banalizar? Fica tudo vago! E é isto que eu tanto evito, com medo de cair no comum que se traduz numa ridicularização. Relembro-te tantas e tantas vezes nas mais pequenas coisas, aquelas que eu vejo e que mais ninguém vê, mas que já sabes que vejo porque te disse que as via e tentei fazer com que as visses comigo. Espero que as tenhas visto. Tu vês tudo, que idiotice. Sinto-me cega por ver os outros e não me ver a mim. Amo-te por tudo, amo-te por nada.
Silence becomes it, fazes-me viver. Fazes-me viver.

20080521

Your softly spoken words
Release my whole desire
Undenied
Totally

And so bare is my heart, I can't hide
And so where does my heart, belong?

Beneath your tender touch
My senses can't divide
Ohh so strong
My desire

For so bare is my heart, I can't hide
And so where does my heart, belong?

Now that I've found you
And seen behind those eyes
How can I
Carry on?

For so bare is my heart, I can't hide
And so where does my heart, belong?

Belong
Belong
Belong
Morfeu
Morreu
Morro eu
DECADÊNCIA

do Lat. de + cadere, cair
s. f.,
estado do que decai;
queda;
decaimento;
declínio;
enfraquecimento;
abatimento.

20080519

I am not sorry when I feel guilty.

20080515

E pudesse eu pagar doutra forma.

20080514

Desisto.

20080511

Eu sei que te procuro. Conheço-te sem alguma vez te ter conhecido, sei como te sentes sem nunca te ter sentido, amo-te sem saber como. Sei exactamente o que quero que sejas para mim, penso nisso sem te atribuir forma. É o teu cheiro o da calçada ainda húmida, entre passos, depois de uma escassa chuva. És o chegar a casa, o pousar da tralha, uma mão nos meus lábios, sem receios, anseios, pressões. O desligar do mundo, a impetuosidade em momentos menos sóbrios, o calor de abraços que nunca afoguei em ninguém, a memória do que já nada interessa. Quero-te para mim como te queres para o mundo, olho para ti como não te olha o mundo, por entre gestos irreconhecíveis de amor incontrolável. Sorris-me quando menos espero, tão timidamente e à espera de um afago, de modo tão envergonhado e doce. Derreto só de pensar, entre dois dedos de conversa nos quais me serves de consciência, e eu a ti, numa simbiose imperfeita recheada de perfeições. Beijamo-nos quando já nada há a dizer, esperamos que surja uma outra palavra de afecto, ou então por algo fútil que não incomoda ninguém, apenas os nossos silêncios profundos e intensos de emoções, esses que nos matariam se os largássemos, com um punhal nas costas ou um carinho traidor. Mas não os largamos. Tenho a perfeita consciência da tua improvável existência, mas os sonhos não seriam sonhos se não fossem passíveis de ser destruídos e devorados pelo inferno que é a vida, o tempo, a incerteza e também a culpa de não sermos melhores do que já somos. Sabendo isto, meto os dois pés na terra de novo, levanto-me daqui e sigo o meu caminho por outro rio que não Aqueronte. Fico à espera de uma realidade feia e destruidora, talvez menos a longo prazo. Penso de novo no teu beijo, eu sei que te procuro. Resta-me encontrar-te e deixar-te no mesmo sítio.

20080503

GREEN-EYED-MONSTER

20080502

Por mais que irracionalmente te ame quero que tu te fodas e que metas no Inferno a tua altivez, mesquinhice e necessidade de atingir metas tolas encapuçadas de sucessos na vida. Que se foda o hábito que tens de não dar nada realmente valioso aos outros e que se foda a tristeza que me vem ao suspeitar que nada de valioso tens e que se foda a relação de amizade que tivemos e que se foda a relação de amor que poderíamos ter tido e que se foda tudo o que poderíamos ter sido se não fosses o que és ou não tivesses sido uma fraude (independentemente do que possas ser ou vir a ser). Que se foda o meu cérebro crédulo e ingénuo que constrói castelos de cartas muito baixas.

20080429

DICOTOMIA

20080426

Perco-me nos meus recantos. Ouço faixas velhas e imagino-me a tocá-las, atrapalham-se-me os dedos. Canto para dentro para que ninguém me ouça, às vezes nem eu me ouço. Escrevo livros no pensamento, poemas no pensamento, relatórios de pensamentos, poesia de pensamentos. Leio o que escrevo, desenho um falso equilíbrio e tudo se separa como se de água e azeite se tratasse. Venha o diabo e escolha o melhor poema. Persegue-me uma raiva crescente, diurna, permanente, irritante, insaciável. Uma sombra, mesmo atrás de mim, a cobrir cada passo meu, a esvaziar as minhas promessas, a apontar-me o dedo sempre que escolho ser egocentricamente feliz. E eu cedo a isso, acabo a amar pelos outros e não por mim. O amor separar-nos-á de qualquer das formas, felizes ou não, crentes ou não, orgulhosos ou não, românticos ou não, cansados ou não, apaixonados ou não. Iremos viver, lembrar, chorar, morrer, sem que alguém nos diga que valeu a pena, sem que nos vejamos de lágrimas nos olhos e nos abracemos uma última vez, de nó na garganta.

20080422

You will always have the smartest eyes and play by the smartest rules, but I am just as smart as you are.

20080421

Acenavam-me, vibrantes, inteiros, fluorescentes, vivos, tão lúcidos quanto loucos, por entre as línguas de vento, na sua vaidade intocável. Chamavam-me, matavam a minha sede de todos os desejos com uma voz arrastada, quase os ouvi gritar de liberdade. Quase me senti livre, eu, livre de imperfeições e de planos, intemporal, tão bem.


Veja-se ao que me reduzi.


Invade-me repentinamente um choro silencioso, em que as lágrimas me vêm aos olhos mas não caem.

173921042008

20080415

MORRO DE CIÚME.

20080407


O teu rosto nos meus braços, mãos. Olho essa tua volúpia, esses tímidos e quentes lábios que nada me dizem, esses cabelos, livres. Beijo-te tão profunda e ardentemente. Amo a tua imaginada impetuosidade.

20080405


Eu não sinto,
Eu não sinto o abismo aos meus pés.
Já não vejo, já nem beijo
Os teus lábios e em vez...
Em vez disso, em vez disso estou perdida
Em segredo.
E o meu medo, o meu medo com o teu tempo
se desfez.

20080331


Não me acho saudosista. Se o sou, ou fui, nunca o escrevi. Não sou de me lamuriar por aqueles que já se foram embora e nunca mais voltam, ou por outros que tenham decidido dar descanso aos nossos diálogos, por mais perto que estejam. Se se vão, ou é porque querem e acabou-se, ou então porque o tempo não os deixou escolher. O chorar pelos cantos só por que não temos alguém é completamente idiota. E aplica-se a tudo na vida, acho...as montanhas não andarão sozinhas, o mundo não vai condensar-se só porque decidimos largar umas lágrimas... só o sentimento se condensa, ridícula e inutilmente. Não há pachorra. Por outro lado, não há coragem para desligar de memórias e momentos passados e essas tretas todas de que os seres humanos se orgulham [não sou egoísta ao ponto de me excluir]. Só não vejo razão para lamentar a falta de alguém. No fundo, é tudo sempre tão bom, por piores que sejam os conflitos, os choques emocionais, os antagonismos...acho eu. Dois passos para trás, muitos em frente.

20080330

Without you, I’m Nothing.


Lontra.

20080328

Estou tão triste que nem força tenho para chorar.

20080327

Nunca satisfarei o meu mais profundo

desejo.


O sorriso pela porta entreaberta. O deitar da dor, um raio de sol teimoso. És um pecado. O pecado. Pecado, escravo da sensação. Escravo de todas as minhas sensações. Amo-te.

20080326


 


RESILIÊNCIA


 


Amo pensar em ti. Imaginar-me no meio dos teus gritos, braços, cabelos. Questionar-me sobre o que sou para te merecer assim, tanto e tão pouco. Eu não posso. Não vou deixar-me levar pelo calor dos teus lábios. Vou construir a muralha e esperar pela guerra. Proteger-me e esperar ser atacada. Depois, defender-me com tudo o que tenho, para que nada entre em mim. Vou deitar fogo a tudo o que é teu. Queimar os teus sorrisos, os teus abraços, as tuas preocupações para comigo, as tuas cartas de amor, os teus beijos quentes, carinhosos, fulgurantes. Vou queimar tudo, e nada nem ninguém me irá impedir. Só espero que o coração não ceda a este cérebro crédulo e ingénuo que constrói castelos de cartas muito baixas, e que eu não me desmorone sozinha. Tenho um pavor eterno a cair em ti. És viciante. Criei uma profunda obsessão sem saber porquê. Tento não me afogar no rio caudaloso das sensações que deixaste em mim. Que fogo, que ardor, que castigo é para mim: ter-te aos poucos e não o querer por saber que morro por isso. Que mágoa, remorso, que ciúme dos que te têm na tua totalidade. Que raiva, que fúria interminável! Que ódio incontornável! Que nervos, que histeria, que capricho o meu de possuir o forte, o determinado, a força, a emoção, tudo para mim! Eu quero tudo para mim, nada para os outros! Que perseguição que te faço nos meus sonhos! Que impertinência, que despropósito! Que pesar, que tristeza, que amargura! Que angústia! Desgosto! Aperto! Aversão! Agonia! Consternação! Nojo! Dor! Mas eu vou conseguir. Eu vou queimar o mundo.


Quem dera ter um sonho revelador, meio matemático, para numa manhã conseguir descodificar este mundo. Quem sabe, quem sabe eu não me sentiria mais sozinha, depois de ver tudo revelado e compreendido, nu e cru, claro aos meus olhos, permanentemente vestidos de questões impertinentes. Suspiro ao pensar nisto... seria a maior das conquistas, a compreensão, o desvendar dos mistérios. No entanto, o meu estranho déjà vu contínuo fala comigo. Consigo ver-me como a distorcida personificação do Universo, a resposta a todas as perguntas, uma equação infinita. E desejo eternas as minhas memórias, as minhas sensações, os meus pensamentos e devaneios...nunca fugindo à mortalidade. É por isso que escrevo.