20080326


Quem dera ter um sonho revelador, meio matemático, para numa manhã conseguir descodificar este mundo. Quem sabe, quem sabe eu não me sentiria mais sozinha, depois de ver tudo revelado e compreendido, nu e cru, claro aos meus olhos, permanentemente vestidos de questões impertinentes. Suspiro ao pensar nisto... seria a maior das conquistas, a compreensão, o desvendar dos mistérios. No entanto, o meu estranho déjà vu contínuo fala comigo. Consigo ver-me como a distorcida personificação do Universo, a resposta a todas as perguntas, uma equação infinita. E desejo eternas as minhas memórias, as minhas sensações, os meus pensamentos e devaneios...nunca fugindo à mortalidade. É por isso que escrevo.