Quem dera ter um sonho revelador, meio matemático, para numa manhã conseguir descodificar este mundo. Quem sabe, quem sabe eu não me sentiria mais sozinha, depois de ver tudo revelado e compreendido, nu e cru, claro aos meus olhos, permanentemente vestidos de questões impertinentes. Suspiro ao pensar nisto... seria a maior das conquistas, a compreensão, o desvendar dos mistérios. No entanto, o meu estranho déjà vu contínuo fala comigo. Consigo ver-me como a distorcida personificação do Universo, a resposta a todas as perguntas, uma equação infinita. E desejo eternas as minhas memórias, as minhas sensações, os meus pensamentos e devaneios...nunca fugindo à mortalidade. É por isso que escrevo.