20081019

É difícil encontrar alguém.
Às vezes, quando encontramos esse alguém, amamos e julgamos não conseguir amar mais nada. Vemos as coisas como eternas, perfeitas, inesgotáveis a todos os níveis...é muito fácil cair nisto. Mais tarde caímos em nós e numa verdade bem distinta daquela que julgámos única anteriormente. Mas que verdade é esta, afinal? Que jogo duplo é este? Como é possível acharmo-nos tão certos de algo que mais tarde se dissipa em ares mais ou então menos simpáticos?
Fico a ver a primeira verdade como uma antemanhã, e vivo nessa por não querer pensar noutra. Que o sol não nasça, que o dia não cresça. Prefiro sentir-me presa a amores irracionais do que presa a mim mesma.
[Escrito sem pensar]